NZ Trip - Week 3
Posted by Bruno Imbrizi . January 9th, 2009Segunda – mais um passeio de barco. Desta vez um pouquinho mais rápido. Na verdade, bem mais rápido. Reservamos uma atividade chamada jet boat com a Shotover Jet que prometia “the most exciting jet boat ride.” E assim foi. Pegamos nossos lugares numa lancha vermelha e ouvimos o guia avisar para segurarmos firme quando ele fizesse um movimento circular com a mão, pois ele iria dar um 360º. O lugar era um canyon por onde passam as águas absurdamente azuis do Shotover River. A lancha em questão é um brinquedinho de tecnologia kiwi que expele 800 litros de água por segundo dos seus propulsores e dá uma velocidade incrível mesmo em águas rasas de até 10 cm de profundidade. E não é papo não, o cara realmente desceu a lenha em lugares que parecia que a gente ia ralar o casco. O passeio consiste em risco constante de colisão com as rochas do canyon. O piloto passa raspando e ainda dá uma viradinha na lancha pra ela passar deslizando de frente pra pedra. E aí vem o 360º que dá aquela chicoteada no esqueleto e tira da garganta um “uoooo!” Foi muito legal, o lugar era alucinante, o piloto era muito gente boa e a coisa toda foi melhor que a gente esperava. Não teve como não comprar aquele pacote de foto + vídeo que eles vendem no final. Depois aproveitamos o dia para passear por Queenstown, tirar umas fotos no lago e tomar um sorvetinho.
Terça, nenhuma atividade agendada. Passeando pelo lago e dando uma olhada no movimento não demorou muito para arrumarmos o que fazer. A dúvida era entre paraflight e jet boat de novo. Que mané dúvida, vamos fazer os dois! No dia em que chegamos na cidade vimos um pára-quedas com um smile enorme sobrevoando o rio. Tentando ler o mapa e entender como aquele negócio estava nos acompanhando pela rua, conseguimos ver que havia uma corda e o smile estava sendo puxado por um barco. Esse é o tal do Paraflight, nossa primeira atividade do dia. Pegamos um aqua-taxi até o barquinho que estava numa área de menos vento atrás das montanhas. Pulamos de um barco para outro e fizemos fila para andar no smile atrás de dois americanos e na frente de uma família de Sydney. Havia um cachorro no barco e enquanto os americanos eram levados pelo vento lá longe eu notava que aquela embarcação pasava muita credibilidade e os guias não eram exatamente um poço de segurança. Alguns dias mais tarde alguém comentou que uma mulher caiu de um passeio desses e morreu, mas vou deixar para confirmar essa história quando eu voltar a ter uma internet decente. Comentei só pra aumentar a emoção :-) Amarramos uma cordinha nas pernas e lá fomos nós pro smile. A corda foi soltando, soltando até a gente enxergar o barco pequenininho lá embaixo. Estávamos há 20 m (ou 30? Ou mais? Quem sabe?) de altura e lá de cima a vista era incrível. A sensação também, mas não dá pra negar que bateu medo. Uma hora o barco parou e nós fomos caindo devagar até quase encostar no mar, aí o barco voltou a correr e nós voltamos voando (lietralmente) lá pra cima. O frio na barriga foi o mesmo da primeira descida embalada na montanha-russa, só que pra nós foi debaixo pra cima. Descemos pra plataforma do barco para darmos lugar para a família de Sydney. A mãe ficou no barco com a câmera ligada e o pai subiu com um moleque de uns 8 anos e uma menina de uns 3 anos! Eles levaram cada chicotada do vento lá em cima que eu achei que a menininha ia descer traumatizada, chorando até ficar roxa. Que nada, desceu sorrindo e feliz da vida. Ok, chega de ficar pendurado no ar, vamos voltar e pegar uma lancha à jato. Tínhamos gostado tanto do jet boat do dia anterior que pegamos outro. Desta vez com outra companhia, a Kawarau Jet, que prometia 1 hora e 43 km de passeio. Foi bem por aí, mas não foi tão bom quanto o primeiro. Os 360º estavam mais para 297.5º. Passamos pelo lago e pelo leito de dois rios, desta vez tirando fina de troncos e pontes. Uma parte legal foi atravessar uma “caverna” de troncos e árvores com a lancha. De resto, o que eu lembro é de muito chacoalho e muito vento. E chega por hoje.
Quarta, último dia do ano. Dia de bungy jump. “Aí, ficou falando falando, e agora? Vai pular ou não vai?” Sim, desde que eu pensei em vir pra Nova Zelândia comecei a falar que faria um bungy aqui e não tem lugar melhor que Queenstown. Agendei meu salto para as 11 da manhã na Kawarau Bridge, o primeiro bungy comercial do mundo. Pra variar um lugar espetacular, uma ponte sobre um rio de um azul incrível. A Pri não quis pular e enquanto eu esperava minha vez na fila era difícil dizer qual de nós dois estava mais nervoso. Ok, minha vez. “E aí cara, beleza? Primeira vez que vai pular? Quer encostar na água?” Opa, tá calor hoje, solta um pouco mais de corda aí pra eu me refrescar! Eu com uma toalha amarrada no pé caminhando a passos curtíssimos até a plataforma e penso “Pra que que eu vou me jogar daqui? Que sentido tem isso?” Tarde demais. “See you bro.” OOOOooo! Tchibum! Lá estou eu pendurado de ponta cabeça, encharcado, me aproximando e me afastando do rio até ser resgatado por um bote. É do ca-ra-lho. Muito bom mesmo. Tá estressado? Pensando muito na vida? Se joga da ponte! Fiquei com uma sensação maluca até o final do dia (ou do ano, pra não perder a piada infâme). Lá pelas 6 da tarde eu e a Pri cumprimentamos nossos vizinhos de camping – Robbie e Lucy, de Londres – e ficamos com eles até às 2 da manhã. A festa em Queenstown foi na beira do lago com direito a DJ e pista de dança na faixa e, claro, fogos de artifício. Happy new year!
Quinta, dia de seguir viagem. Nosso rumo foi Timaru, na costa leste da South Island. No caminho passamos pela estrada que leva até o Mount Cook, a montanha mais alta da Nova Zelândia com 3.754 m de altura. Desta vez nossa curiosidade não nos tirou da rota e nos contentamos em bater fotos de longe às margens do Lake Tekapo. Ao fundo os Southern Alps e à frente uma imensidão de água azul turquesa, mais uma paisagem Photoshop-Ao-Vivo© que você só encontra aqui na Nova Zelândia. Em Timaru, nada demais. Depois de Queenstown foi bom sossegar um pouco.
Sexta, bora pra Christchurch, a maior cidade da South Island com 320 mil habitantes. O caminho foi o mais chato e sem graça da viagem. Uma reta sem fim com paisagens bem mais ou menos e um vento infernal. Manter a van na faixa com vento transversal é como tentar fazer um bêbado andar em linha reta. Chegando em Christchurch fomos tomar umas beers on tap num pub irlandês e mais tarde encontramos o Alexandre, um gaúcho que eu conheci na academia em Auckland e tinha acabado de se mandar pra Christchurch. Depois de uma parada clássica no Burger King, por falta de coisa melhor aberta aquelas horas, nos despedimos e voltamos pro camping.
Sábado, fomos até o centro de Christchurch em um lugar chamado Southern Encounter. São vários aquários com peixes, polvos, arraias e outros bichos da South Island. Foi lá também que vimos o primeiro e único kiwi da viagem. Kiwis são bichos noturnos e, para os visitantes poderem vê-los de dia, eles são mantidos em uma sala escura. Dezenas de lâmapas são acesas à noite para enganar o bichinho e deixá-lo num fuso-horário igual do Brasil. São criaturas realmente diferentes e especiais, não é a toa que os kiwis têm tanto orgulho dos kiwis (e vice-versa). Na saída começou a chover e corremos para nos esconder na central do tram. O tram é um bondinho daqueles com cara de século retrasado que passa por um circuito retangular no centro mostrando alguns pontos clássicos da cidade. Você compra o passe e pode entrar e sair do tram a qualquer hora por dois dias. Já que tínhamos que esperar a chuva passar, por que não esperar andando de tram? Entramos e fomos vendo os pontos turísticos através das gotas na janela. Descemos, compramos um guarda-chuva e marcamos um lugar para encontrar o Walker. Ele tinha subido até Takaka (norte da South Island) para um festival de fim de ano e estava de passagem pro Christchurch no mesmo dia que nós. Junto com ele a Emma (kiwi) e o Bastian (francês). Eles estavam loucos para tomar Guinness e lá fomos nós novamente para o pub irlandês. E depois para outro e para outro e para outro. Cada lugar doido, meu preferido foi o Fat Eddie’s, com ambientes que realmente fazem você se sentir na sua sala. Acho que lá pelo quarto pub (ou quinto?) eu e a Pri jogamos a toalha, demos boa noite e voltamos pro camping.
Domingo, mais um pouco de Christchurch. Dia de passear pelo Jardim Botânico e de ficar de cara com o abismo gastronômico entre os brasileiros e os kiwis. O assunto rende um post só para ele, mas a idéia é a seguinte: imagina ler um cardápio procurando o que você quer pro café. Agora imagina lendo o mesmo cardápio de baixo para cima procurando a opção menos pior porque na ida você não achou nada. O próximo passo é desistir e pular para o café do lado torcendo para que ali tenha pelo menos uma opção que não seja frango com cranberry ou presunto com abacaxi. Bom, um dia eu escrevo mais sobre o assunto. Nosso dia e nossa semana terminaram com obrigações cotidianas: cozinhar, lavar roupa, etc. Estamos quase nos despedindo da South Island.

Brunólia, não sei o que é melhor, se é o texto ou as fotos!
O bungy jump foi incrível, não sei se teria coragem, mas dá pra ver que é uma loucura!
Que q é a foto da Pri com aquele chapelão? Afff, imagino o teor alcoólico do ser!
Beijocas
@Ro
O bungy foi incrivel mesmo.
Aquela foto da Pri foi na noite do Reveilon. A gente entrou num pub e encontrou uma caixa com brinquedos no chao. Na mesma hora comecamos a brincar com trenzinhos e vestir esse chapeu na cabeca de todo mundo, hehe.
[...] rasas de até 10 cm de profundidade. E não é papo não, o cara realmente … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]