O cridê, fala pra mãe

Posted by Bruno Imbrizi . October 5th, 2008

Quase nunca assisto televisão. Tem gente usa (ou adoraria usar) essa frase, mas quando chega em casa depois do trabalho não consegue resistir aos encantos do entretenimento besta. No meu caso é verdade, quase nunca assisto mesmo. Meu entretenimento mudou de aparelho. O tempo que eu desperdiçava na frente da telinha, agora desperdiço na internet.

Depois de vir pra cá, passei a assistir menos TV ainda. Tanto eu quanto meus flatmates não damos a menor pelota pra TV. Aqui em casa ela está literalmente criando teia de aranha. Num dos apartamentos que fui visitar quando estava procurando lugar pra morar, a moradora estava com a TV ligada aos gritos e disse que eu teria que rachar a mensalidade da SKY. Ponto contra.

Ok, o post é sobre televisão. Falar sobre não assistir não ajuda muito. Então, na expressão “quase nunca”, vamos falar sobre o “quase”. Geralmente é na hora das refeições, ou seja, pra não jantar sozinho, emburreço um pouco em frente à TV. Alguns pontos que eu notei até agora:

1. TV aberta é tudo a mesma coisa. Aqui tem show do milhão, tem show de calouros, tem reality show, tem novelinha adolescente cujos dramas constrangem qualquer telespectador com QI acima de 70 e tem séries americanas, um monte delas. Só não tem nada parecido com Xuxa ou Faustão. Ponto a favor.

2. É notável o esforço para ter programas locais. Isso me lembra a Rede Paranaense de Televisão que tenta de todo jeito buscar uma identidade local, mas que até agora só mostrou uma enorme insignificância no território nacional e uma incapacidade em fazer qualquer programa que atraia o público paranaense. Aqui na NZ é diferente, bem diferente. Os kiwis já começam gostando, antes mesmo de passar o primeiro capítulo. Eles se esforçam pra gostar dos produtos locais. Se for bom, eles gostam pra caralho. Se for ruim, eles gostam menos, mas ainda gostam. Como eu disse nos primeiros parágrafos, quase nunca vejo TV, então nunca assisti um programa kiwi, ou de qualquer origem que fosse, do começo ao fim, mas é fácil de notar a predisposição pra achar boa qualquer coisa que tenha sido feita aqui.

3. Tem muito comercial com 3D. Eles adoram 3D. Ursinho, porquinho, telefoninho, bonequinho de placa de banheiro, etc. E como tem bobagem! Não é Pixar, não. Tem uns que são bem feitos, mas tem outros (especialmente o boneco laranja de placa de banheiro) que são de doer.

Aliás, comercial é meu programa favorito. Entre uma garfada e outra, mudo de canal pra ver se consigo pegar os comerciais. Sempre tem uma mulher com a cara alinhada igual à de apresentadora de jornal fazendo papel de dona de casa. Seu carpet deixa para trás sujeiras invisíveis que só o novo Tchananan resolve. Seus filhos precisam de um bom café da manhã, por isso o cereal Boróró é rico em fibras. No começo eu achava todos muito ingênuos, mas aí emburreci mais um pouco e comecei até a achar uns legais. Separei alguns exemplos pra mostrar aqui no blog.

TelstraClear . assista o comercial
Esse boneco que fica mudando de cor é o mascote deles. No centro tem um shopping com um puta adesivo dessa campanha que praticamente contorna a quadra. O mais agoniante é que não dá pra ver a cara do boneco. Parece erro na impressão. Nos comerciais de TV tem um telefone em 2D que serve de saco de pancada pro boneco super tecnológico, só que o 2D é muito mais legal que o boneco!

Charlie’s Juice . assista o comercial
Este é um dos comerciais mais imbecis de todos os tempos. Charlie’s é um suco com uma embalagem legal e normalmente é o mais caro da prateleira. Você percebe a “grife” e o público diferenciado na hora. Imagine minha surpresa ao assistir essa peça. Os caras têm um produto legal e para promovê-lo o que fazem? Chamam os três donos da empresa para se travestirem e pegarem na bunda um do outro na TV, lógico!

Export Gold . assista o comercial
Não podia faltar um comercial de cerveja na lista. O pudor do cara em não olhar pra moça pulando o muro não tem preço! Haha!

Os dois abaixo eu botei minha câmera na frente da TV porque não consegui achar na internet:

Harvey Norman . assista o comercial
Varejão que não gasta um centavo com criação, mas entope a mídia de comerciais. Essa musiquinha com as gurias gritando “Go Harvey Norman Go” é uma das coisas mais irritantes da Nova Zelândia.

Enrol to vote . assista o comercial
Eis o boneco laranjado de placa de trânsito. Pena que não passa mais aquele em que a cabeça dele é um abajur e depois faz uma metamorfose para essa cabeça de bola…

Update:
Para ver mais comerciais kiwis (a maioria 3D):
Kaleidoscope
Oktobor
Just Add New Zealanders

6 Comments »

  1. Pri //

    Cara que coisa mais esdrúxula os caras travestidos pra promover um suco!!!
    Ei, apesar da propaganda do Harvey Norman ser um lixo, a promoção tava boa, hein?! Câmera baratinha!!! hehehehe :P

    E aquele boneco? tsc tsc tsc

  2. Bruno Imbrizi //

    Pri, essa música da Harvey Norman já me irritou tanto que eu prefiro pagar o dobro em outra loja só pra não ter que comprar lá! hehehe…

  3. Ro //

    Credo, nada a ver “as moças” lá, tsc, tsc, tsc…..

    E vc é a única pessoa que eu conheço que fica atrás dos comerciais no intervalo! [:P]

  4. Bruno Imbrizi //

    We love squeezing fruit with each other
    Que baitolagem desnecessária, não?

    Acrescentando:
    Confirmei hoje aqui. Fruity ou fruit tem o mesmo significado de frutinha aí no Brasil. O que os caras cantam no vídeo é:
    Nós somos completamente frutinhas
    Espremendo frutas e balançando nossas bundinhas

    Não entendo…

  5. Ro //

    Creeeeeeeedo….
    Ainda bem que não falo inglês! :o

  6. payday loans //

    Esses comerciais sao antigos?? Pois moro aqui e nunca vi. Ou sera que nao estou assistindo TV o sufuciente?? Acho que eh a segunda opcao viu!! Nao fico muito em casa, deve ser por isso…r sr sr

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