Experimentando

Posted by Bruno Imbrizi . May 25th, 2008

Ontem fui experimentar o tal Brazilian Menu – Real Large Dish (do post anterior) e sabe o que eu descobri? Que o dono do restaurante é iraniano e nunca esteve no Brasil. O restaurante fica numa praça de alimentação junto com outros cinco ou seis de comida oriental. Pedi o prato padrão. Enquanto eu esperava vi que o pessoal da mesa do lado tinha pedido a mesma coisa e fiquei assistindo. O iraniano coloca maionese em cima da salada, catchup aos montes em cima da batata e molho barbecue aos montes em cima do bife. Para quê? – você me pergunta. Sim, eu me perguntei o mesmo e pedi tudo sem molho e – agora te respondo – constatei que é tudo meio sem sal, meio sem gosto. Os molhos que eles colocam não é para disfarçar o sabor, é para ter algum sabor. De qualquer forma, depois das porcarias que andei comendo por aqui, até que foi bem saudável comer uma comidinha com pouco sal.

Depois, mais à noite, fomos experimentar um outro sabor brazuca: fomos até a tal Brazilian House Party. O lugar estava meio vazio e ficamos conversando com os seguranças gente boa na porta. Enquanto estávamos por ali, a música era aquela batida eletrônica leve misturada com bossa nova, bem legal. Entramos e pedimos uma caipirinha – que aliás estava bem fiel às nossas, exceto pela quantidade de gelo. Não deu dez minutos, a música mudou. Dali em diante foi boladona, atoladinha e outros lixos que nem no Brasil eu tinha ouvido, mas que por ali todas brasileiras que estavam no bar cantavam junto e faziam coreografia. Quando acabou o funk começou o pagode. Soou como um convite para nos retirarmos do lugar.

O Brasil tem comida boa, barata e fácil de encontrar. O Brasil tem música criativa e de qualidade para ninguém botar defeito. Eu sei que vou sentir falta do churrasco e do barzinho com voz e violão. E me pergunto: o que será que os kiwis e os orientais de Auckland achariam de uma churrascaria brasileira e de uma balada MPB? Talvez eles sentissem falta do molho barbecue e de ver as meninas boladonas descendo até o chão. Talvez não, talvez fosse um sucesso. Alguém aí está afim de vir pra cá e arriscar? Eu ajudo a pôr lenha na fogueira, ou melhor, a levantar a grelha e pôr o carvão.

3 Comments »

  1. Ro //

    Haiaihihaiha, dá até pra visualizar a sua cara na hora do batidão!!!!

  2. Lilian //

    Oi Bruno, sou a namorada do Igor, seu amigo de Curitiba.
    Estamos adorando o seu blog. Essa parte q vc diz sobre os estrangeiros nao saberem oq eh uma boa musica e uma boa comida brasileira eh a mais pura verdade. Nos sentiamos a mesma coisa nos EUA e agora aki na Europa. Balada brasileira legal fora do Brasil nao conheco nenhuma. Se vc por acaso encontrar alguma, let us know…

    Good Job!!!

  3. admin //

    Ro, foi bem essa cara mesmo que eu fiz.

    Lilian, valeu pelo seu comentário e pelos e-mails que seguiram depois. Eu queria poder encontrar você e o Igor na mesa do bar pra continuar conversando. Vai ter que ser um lugar que sirva café-da-manhã…

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